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“Santoro crava no Bahia: ou é pra brigar por título ou nem entra em campo. E agora?”

  • 10 de abr.
  • 2 min de leitura

Tem gente que entra no ônibus já escolhendo onde vai sentar. E tem o Bahia, que entra dizendo que vai brigar por título antes mesmo da porta fechar direito.

Foto: Letícia Martins/EC Bahia
Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Foi mais ou menos esse o tom de Cadu Santoro ao falar do projeto tricolor. Direto, sem pedir licença. “Se não fosse para brigar por título, eu não viria para cá”. A frase não foi grito. Foi convicção. Daquelas que o torcedor reconhece na hora porque já ouviu dentro de casa quando alguém fala “esse ano vai”.


O futebol, no fundo, é isso. Uma promessa repetida todo início de temporada, como quem diz que vai começar a dieta na segunda-feira. Mas no caso do Bahia, Santoro tenta transformar promessa em planejamento. E planejamento em cobrança interna.


Só que o jogo não é simples. O clube ainda está em construção dentro do modelo SAF, ajustando peças, ampliando receita, tentando encurtar o caminho entre o “projeto” e o “resultado”. É aquele tipo de obra em casa que ainda tem cimento no chão, mas já tem gente querendo sala pronta com sofá novo.


E o torcedor sente. Porque ele não vive o PowerPoint da diretoria. Ele vive o domingo. Vive o gol perdido aos 43. Vive o “quase lá” que machuca mais do que derrota clara.


Santoro reconhece esse cenário, mas não recua da ambição. O discurso é de quem sabe que o Bahia não foi feito para assistir a festa. Foi feito para chegar nela.


E aqui mora a tensão bonita do futebol. De um lado, o tempo da construção. Do outro, a pressa da arquibancada.


No meio disso tudo, o Bahia tenta equilibrar dois relógios: o do projeto e o do coração.

E coração, como a gente sabe, não sabe esperar.

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