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Favoritos venceram, mas a Copa do Brasil já mostrou onde mora o perigo.

  • 22 de abr.
  • 2 min de leitura

Mata-mata é aquele amigo desconfiado: quando parece simples demais, é porque tem armadilha. Os primeiros jogos de ida da quinta fase da Copa do Brasil entregaram exatamente isso. Os favoritos venceram, mas não foi passeio. Foi jogo para abrir vantagem e, em alguns casos, para sair agradecendo.


Foto: CBF
Foto: CBF

O Botafogo bateu a Chapecoense por 1 a 0 no Nilton Santos, com gol de Alex Telles já nos acréscimos. Vitória com cara de alívio. Jogo que parecia controle, mas terminou naquele clima de “ufa”. E isso diz muito. Porque mata-mata não premia só quem joga melhor. Premia quem sofre direito.


O São Paulo fez 1 a 0 no Juventude no MorumBIS, gol de Luciano, mas saiu com aquela sensação de que podia ter resolvido mais. Perdeu chances. E em Copa do Brasil, perder chance costuma voltar para cobrar na fatura.


Já o Grêmio talvez tenha feito o movimento mais sólido da rodada: 2 a 0 no Confiança, com Carlos Vinícius e Amuzu, resultado que dá margem e transmite autoridade. Em mata-mata, 2 a 0 é como guardar dinheiro na poupança. Não resolve a vida, mas dá segurança.


O Corinthians venceu o Barra por 1 a 0, fora, com o primeiro gol de Jesse Lingard pelo clube. E aqui teve roteiro clássico de Copa do Brasil: favorito vence, mas deixa rival respirando. Perigoso. Porque vantagem mínima é convite para drama.


Já o Vasco da Gama talvez tenha feito a vitória mais madura da noite: 2 a 0 sobre o Paysandu no Mangueirão, com dois de Spinelli. Resultado de quem entendeu que mata-mata se joga pensando no segundo capítulo.


O que esses jogos disseram

Disseram que favoritismo existe. Mas ninguém passou por cima de ninguém. E isso é excelente notícia para o torneio. Porque quando todo grande sofre um pouco, a competição cresce.

O Botafogo ganhou no detalhe.

O São Paulo venceu, mas deixou dúvida.

O Grêmio talvez tenha sido o mais convincente.

O Corinthians escapou daquela vitória magra que engana.

E o Vasco da Gama fez um placar que muda a psicologia do confronto.

Isso é importante. Porque mata-mata se joga tanto na bola quanto na cabeça.



E ainda tem Bahia e Vitória

A rodada ainda ganha molho com as estreias de Bahia contra o Remo e do Vitória diante do Flamengo. Dois jogos que podem mexer bastante nesse mapa. O Bahia chega como time capaz de competir. O Vitória entra naquele papel do azarão que costuma aprontar em copa. E todo mundo sabe: Copa do Brasil adora esse tipo de personagem.



Comentário de arquibancada

Se teve uma lição nessa primeira leva, foi essa: ninguém ganhou vaga ainda. Alguns ganharam vantagem. É diferente. Porque Copa do Brasil é torneio que adora punir quem comemora cedo. E isso é quase uma lei do futebol. Tem muito favorito largando na frente. Mas tem muito confronto aberto. E é justamente aí que essa competição fica irresistível.

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