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Bahia sofre no Maracanã e pouco consegue fazer.

  • 20 de abr.
  • 2 min de leitura

O Esporte Clube Bahia até tentou competir, mas acabou dominado pelo Clube de Regatas do Flamengo no Maracanã. A derrota por 2 a 0 veio com naturalidade para quem assistiu ao jogo. O placar foi construído com um gol em cada tempo. Arrascaeta abriu ainda na primeira etapa, aproveitando falha defensiva, e Lucas Paquetá fechou o jogo no segundo tempo com um chute firme de fora da área. Mas mais do que o resultado, o que chamou atenção foi a diferença de postura entre os times.


Fotos: Letícia Martins/EC Bahia
Fotos: Letícia Martins/EC Bahia

O jogo foi decidido no ritmo


Desde o começo, o Flamengo mostrou que ia controlar o jogo. Mais posse, mais presença no ataque e uma sensação constante de que o gol era questão de tempo.

O Bahia entrou mais cauteloso, tentando se organizar defensivamente. Até conseguiu segurar no início, mas quando o erro apareceu, o jogo virou.

No lance do primeiro gol, a defesa falhou na saída e deixou a jogada limpa para Arrascaeta finalizar. A partir dali, o roteiro ficou claro.

O Flamengo não precisou acelerar tanto. Jogou com tranquilidade, administrando o ritmo e explorando os espaços. Finalizou mais, criou mais e exigiu trabalho do goleiro em alguns momentos.

O Bahia teve poucas chances reais. A melhor veio ainda no primeiro tempo, em uma finalização que obrigou boa defesa, mas foi pouco para quem precisava equilibrar o jogo fora de casa.

No segundo tempo, o cenário se repetiu. O Flamengo controlando, o Bahia tentando reagir, mas sem conseguir encaixar jogadas.

E quando o jogo já parecia resolvido, veio o segundo gol. Chute de fora da área, sem chance de reação. Ali acabou qualquer possibilidade de mudança.



O que preocupa no Bahia


A derrota em si não é o maior problema. Perder no Maracanã para um time mais ajustado é algo que pode acontecer. O que incomoda é a forma. O Bahia teve dificuldade para sair jogando, pouco conseguiu criar e passou a maior parte do tempo correndo atrás da bola. Faltou presença no ataque e, principalmente, capacidade de mudar o ritmo do jogo. Quando um time não consegue propor nem reagir, ele fica refém.

E foi exatamente isso que aconteceu. O time até mostrou organização em alguns momentos, mas não conseguiu transformar isso em competitividade real. Ficou longe de ameaçar de verdade.



E o Flamengo fez o que precisava


Sem espetáculo, mas com controle. O Flamengo jogou como time que sabe o que quer. Aproveitou erro, ocupou espaço e não deu chance para o adversário crescer. Não precisou forçar. Foi eficiente. E esse tipo de atuação, no Brasileirão, costuma ser suficiente para somar pontos e seguir na parte de cima da tabela.



O sentimento que fica


Para o torcedor do Bahia, é aquele jogo que dá mais incômodo do que revolta. Não foi goleada.Não foi caos. Mas também não foi competitivo o suficiente. E isso pesa. Porque quando o time não consegue competir, o resultado vira consequência natural. O Bahia sai do Maracanã não só com a derrota, mas com a sensação de que precisa evoluir rápido se quiser brigar mais acima. Já o Flamengo sai com a impressão oposta. Fez o jogo parecer simples. E quando um time faz isso, normalmente é porque está um passo à frente.

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